Zài jiàn! Até 2022!

O ano quase acabou e eu precisei vir aqui escrever esse post.
Olhe bem pra essa foto que acabei de tirar no meu banheiro:

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Faz um mês, mais ou menos, que a minha loção da Hada Labo acabou e eu não conseguia jogá-la fora (acabei de jogar). Eu não conseguia fazer isso porque, além dela ser uma das melhores coisas que aconteceram pra minha pele, seria um ato simbólico. Pouco a pouco, as coisas que eu trouxe da China estão acabando. E eu não queria que isso acontecesse, por isso mantive o blog aberto até hoje.
Mas a realidade é que a China já voltou a ser um lugar longínquo. Eu, infelizmente, não estou estudando mais mandarim, e, apesar de ter muitas conversas comigo mesma todos os dias em chinês, já percebo que me faltam palavras que eu tinha certeza que sabia.
É o preço de ter voltado para o Brasil e, principalmente, de ter virado mãe. Hoje as leituras são outras. As línguas são outras. E os interesses também.
Assim, fecho temporariamente esse blog até 2022, ano em que voltarei à China!
(Em 2015, minha promessa é de ir colocando os posts antigos novamente de pé por aqui. Mas nada de posts novos.)
Obrigada a todos que leram, comentaram e que eu pude conhecer por aqui. Vocês foram pra lá de generosos comigo. Xiè xiè ya.
(Pra vocês verem como estou largada do mandarim, esse iPad não tem nem o teclado chinês pra eu escrever uma despedida em hanzi.)
Ok, fui, senão eu vou chorar.

Antípodas

Tinha um episódio do “Mundo da Lua”, em que o Lucas Silva e Silva sonhava em ir ao Japão e falava que lá eram as antípodas do Brasil. (Essa frase tá certa? “Eram as antípodas do Brasil” fica no plural mesmo? Vai saber…)

Bom, a China era longe o suficiente, se não antípodas geograficamente perfeitas, ainda assim antípodas, considerando o sistema de transporte (aviação) atual, leva-se tanto ou mais tempo para ir à China quanto ao Japão.

Assim, pensando sobre ter o tempo a favor que escrevi outro dia, lembrei de uma coisa que eu gostava de ter em mente quando estava na China: estamos tão longe, mas tão longe, que pra qualquer lugar que a gente vá, vamos estar mais próximos do Brasil.

Era engraçado pensar isso. Sei lá, parece que o máximo de distância que se pode estar de um lugar sem ser astronauta é tão pouco, o mundo é tão pequeno…

 

Dois anos longe da China

É, o tempo passa.

Um dia eu estava lá na China e agora estou cá, no Brasil. JÁ FAZ DOIS ANOS QUE VOLTEI. (Na verdade, dois anos e quase três meses.)

Esses últimos tempos eu reli um tanto de coisa que escrevi no blog, e como ele foi mudando a tal da “voz”. “A voz”, como eu aprendi numa palestra virtual sobre blogs, é a maneira como a gente escreve, se é de forma superficial ou aprofundada, se é técnica ou leiga, se é formal ou informal. Segundo a tal palestra, pra um blog profissional é legal ter uma voz que não flutue, que seja constante, que não dependa do humor no dia da pessoa que escreve.

Que bom que este é um blog pessoal e que a voz dele reflete os momentos que vivi e como eu estava na época.

Tanta coisa mudou. Eu engravidei e pari desde que voltei da China. Isso é uma vida (literalmente hohoho). Ao mesmo tempo, parece que foi ontem que eu cheguei.

Ainda bem que eu inventei um negócio pro tempo contar a meu favor: eu prometi a mim mesma voltar à China (pelo menos para uma visita) depois de dez anos longe, em 2022. E como isso faz o tempo contar a meu favor? A cada ano que passa, é mais tempo que estou longe da China, mas também falta menos tempo para eu voltar.

Agora, faltam só oito anos. Que bom.